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Livro traz novas informações sobre o Massacre de Ipatinga |
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Escrito por Cassia Miranda
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Qua, 04 de Novembro de 2009 15:04 |
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Fabriciano - o jonalista Marcelo Freitas lança hoje (16), durante evento sobre os 30 anos da Lei da Anistia, o livro "Não Foi Por Acaso". O autor localizou em Belo Horizonte e Itapetinga, no interior da Bahia, parentes de pessoas que desapareceram no Massacre de Ipatinga, o conflito entre metalúrgicos da Usiminas e e soldados da Polícia Militar de Minas ocorrido em 7 de outubro de 1963. O livro traz também o relato do motorista da Usiminas que, no dia 8 de outubro de 1963, buscou, na funerária da Santa Casa de Misericórdia, em Belo Horizonte, 32 caixões, que foram deixados no almoxarifado da empresa. Durante o lançamento, que acontecerá no auditório João Paulo II do campus Coronel Fabriciano, o autor ministrará a palestra "Os desafios da reportagem histórica". Autor Marcelo Freitas é jornalista. Trabalhou nos jornais "Diário do Comércio", "Hoje em Dia", "O Tempo" e " Estado de Minas", todos de Belo Horizonte. Atualmente, é professor do curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, em Belo Horizonte, onde também coordena o Laboratório de Jornalismo Impresso. Anistia O ciclo de debates sobre os 30 anos da Lei de Anistia é uma promoção da Thema Consultoria, Unileste, Secretaria Especial da Juventude de Coronel Fabriciano, Ordem dos Advogados do Brasil e Diretório Central dos Estudantes do Unileste. O evento irá começar hoje, com exposição de jornais da época do regime militar e charges sobre o tema. Às 19h, acontecerá a solenidade de abertura, com palestra "Anistia – a Luta que Não Acabou", com o professor José Luiz Quadros, da Faculdade de Direito da UFMG e Puc Minas. Em seguida, às 21h, Marcelo Freitas lançará o livro "Não Foi Por Acaso". Mais informações: 87782994.
Fonte: Jornal Diário do Aço 16.9.2009 |
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AL quer desvendar mistérios do "massacre de Ipatinga" |
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Escrito por Cassia Miranda
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Qua, 04 de Novembro de 2009 15:00 |
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Oficialmente foram mortos oito grevistas da Usiminas na greve de 1963 e audiência pública do dia 28 pretende reconstituir a tragédia
Denise Motta (com sucursal)
IPATINGA – Quando se completam 46 anos da obscura tragédia conhecida como "o massacre de Ipatinga", quando, oficialmente, foram mortos oito grevistas da Usiminas, em 1963, no Vale do Aço, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai promover audiência pública no próximo dia 28. O objetivo é resgatar a trágica história e desvendar seus mistérios. Na ocasião, é esperado um posicionamento da Usiminas, convidada a participar da reunião. Além da Assembleia, as Câmaras de Coronel Fabriciano e de Ipatinga deverão pressionar pela abertura dos arquivos da Usiminas. Os vereadores Marcos da Luz (PT), de Coronel Fabriciano, e Agnaldo Bicalho (PT), de Ipatinga, encaminharam ofício à Usiminas requerendo abertura de arquivos secretos da época do massacre, para esclarecer do episódio daquela manhã de 7 de outubro de 1963. Segundo Marcos da Luz, é necessário uma pressão também da cidade vizinha pois, naquele ano, Ipatinga ainda pertencia ao município de Coronel Fabriciano. "Até agora, ninguém conseguiu informações oficiais sobre o que aconteceu e devemos cobrar da Usiminas o que realmente aconteceu. Queremos contribuir para a construção de uma nova história, com a elucidação dos fatos e a possibilidade de novas investigações sobre o caso", disse. Já o vereador Agnaldo Bicalho diz que há muito para se revelar. "Pensamos que, ao se abrir os documentos dos militares, durante a ditadura, a verdade apareceria. Mas ainda restam dúvidas, principalmente quanto ao número de mortos e feridos. É por isso que, só agora, estamos pedindo para a Usiminas abrir seu arquivo. Naquela época, a siderúrgica era uma empresa estatal, então estes documentos são públicos", reclama. Questionada pela reportagem do HOJE EM DIA, a siderúrgica se limitou a informar que "a Usiminas considera o registro de momentos vividos no passado do Vale do Aço um instrumento importante para as gerações atuais se conscientizarem do amadurecimento e da evolução da História." Uma multidão agitada e policiais acuados. Para se salvar, os militares abrem fogo contra todos. O saldo oficial é de oito mortos. As marcas dessa triste passagem de Ipatinga ainda permanecem vivas na pessoas que a testemunharam e que, por isso, têm muitas perguntas sem respostas. A começar pelo real número de mortos. A imagem da metralhadora sobre o caminhão militar ainda é um pesadelo para o aposentado Sebastião Estácio Andrade, 68 anos, que, na época, trabalhava no setor de almoxarifado da Usiminas. Segundo ele, ao chegar naquela manhã, na portaria da siderúrgica, para trabalhar, deparou-se com uma multidão. "Havia alguns grevistas que não estavam deixando as pessoas entrarem para trabalhar. Me impediram também. A confusão começou com os vigilantes da empresa e os grevistas. Então, oito policias chegaram em um caminhão, e a multidão, que estava nervosa, cercou o veículo, apertando os militares", conta o aposentado, que, na época, tinha apenas 22 anos. Sebastião lembra que, passados alguns minutos, os policiais começaram a atirar. "A metralhadora ficou disparando durante alguns minutos. Não sei quantos. Um amigo na minha frente tomou um tiro no pescoço, e o sangue dele sujou toda a minha camisa. Só tive a opção de deitar no chão com medo. Até gente que não tinha nada a ver com a história levou tiro. Me contaram que foram oito mortos, mas a impressão que eu tinha é que eram muito mais. Depois, os policiais fugiram, atirando ao mesmo tempo", afirma o ex-funcionário da empresa, que, depois do incidente, voltou para casa, no município vizinho de Timóteo e, no dia seguinte, foi trabalhar normalmente. Oficialmente, além dos 30 feridos, os mortos foram: Gilson Miranda, Aides Dias de Carvalho, Antônio José dos Reis, Sebastião Tomé da Silva, Geraldo Rocha Gualberto, Alvino Ferreira Felipe, José Isabel do Nascimento e Eliane Martins, de três meses de idade, morta no colo de sua mãe. Em 1963, Ipatinga era chamada de "Intendente Câmara" e só foi se emancipar de Coronel Fabriciano no ano seguinte. A então vila era considerada pelos pioneiros da região como 'terra sem lei'. É o que conta o ex-militar Juruceir Santos, 72 anos, hoje empresário no ramo de segurança patrimonial. Juruceir chegou a Ipatinga no dia 2 de janeiro de 1964, para substituir os policiais que atiraram contra a multidão.
Quem vivia, na época, em Ipatinga, afirma que havia muita truculência dos vigilantes da Usiminas sobre os operários, um das razões que teria gerado o conflito com os grevistas no dia do massacre. O apelido dado aos seguranças era "bate-pau", em virtude da agressividade deles. A existência de um motorista da Usiminas, hoje morador da vizinha Timóteo, que, um dia após o episódio conhecido como "o massacre", teria ido a Belo Horizonte buscar 32 caixões é um dos pontos obscuros abordados pelo livro "Não foi por acaso", fruto de uma extensa pesquisa do jornalista Marcelo Freitas sobre o tema. Oficialmente, oito são os mortos do massacre praticado por militares contra trabalhadores e sindicalistas da região, que protestavam contra revistas vexa-tórias e maus-tratos. "Estive com o motorista que me disse ter conferido a nota com a mercadoria. Conversei com ele duas vezes". Freitas iniciou o trabalho de investigação da história do massacre em 1998. Ele disse ser também um fato curioso abordado na obra o desaparecimento de dois baianos após o massacre. Gesulino e Fabio, nascidos em Itapetinga, interior da Bahia, eram jovens em busca de emprego na Usiminas à época do massacre. Além deles, conta Freitas, um terceiro baiano esteve na cidade do Vale do Aço, presenciando o massacre. "Ele voltou e contou o que ocorreu. Pesquisei em vários arquivos nacionais sobre a existência dos dois (Gesulino e Fabio), com as filiações de pai e mãe, e, ao que consta, eles ou viveram na clandestinidade por mais de 30 anos ou estão mortos. Tenho evidências fortes de que eles estão mortos", afirma o autor do livro. Com cinco capítulos, distribuídos em 318 páginas, o livro ainda levanta outras peças da história que não se encaixam, como o fato de que, 30 dias após a matança em Ipatinga, a Usiminas dispensou 59 trabalhadores por abandono de emprego. "Todas as vezes que tentei contato com a Usiminas, eles alegaram que o fato aconteceu fora da empresa e que ela não tem nada com isso". Freitas comemora que, após tanto tempo, há expectativa de que os fatos sejam elucidados, especialmente quando a empresa, que, na época era estatal, abrir arquivos com os nomes dos 59 trabalhadores dispensados por abandono do emprego, por exemplo. Fonte: Jornal Hoje em Dia 12.10.2009 |
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Requerimento pede a abertura dos arquivos sobre o "Massacre de Ipatinga" |
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Escrito por Cassia Miranda
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Qua, 04 de Novembro de 2009 14:57 |
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Fabriciano - O vereador Marcos da Luz (PT) protocolou nesta quarta-feira, dia 7, na secretaria da Câmara Municipal o Requerimento n° 155/2009 cobrando do presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, e do assessor de Relações Institucionais da empresa, Delson Tolentino, esclarecimentos acerca do "Massacre de Ipatinga". No mesmo documento o líder petista pede à direção da siderúrgica a abertura dos seus arquivos históricos sobre o tema para livre consulta por parte de pesquisadores, acadêmicos e jornalistas. Cópia do Requerimento deverá ser remetida também à CUT Vale do Aço, para conhecimento. O vereador levanta dúvidas sobre a quantidade de pessoas que morreram no "Massacre de Ipatinga", o conflito entre metalúrgicos da Usiminas e soldados da Polícia Militar de Minas ocorrido em 07 de outubro de 1963. Oficialmente, foram oito. Segundo ele, um questionamento sobre os números oficiais está sendo lançado pelo jornalista Marcelo Freitas no livro Não foi por acaso, publicado recentemente. O autor localizou em Belo Horizonte e Itapetinga, no interior da Bahia, parentes de pessoas que desapareceram naquele dia e de quem até hoje procuram informações sobre o que teria ocorrido com elas. O livro traz também o relato do motorista da Usiminas que, no dia 08 de outubro de 1963, buscou na funerária da Santa Casa de Misericórdia, em Belo Horizonte, 32 caixões, que foram deixados no almoxarifado da empresa. De acordo com Marcos da Luz, "ao pedir informações oficiais à Usiminas e exigir a abertura dos seus arquivos, queremos contribuir para a construção de uma nova história, com a elucidação dos fatos e a possibilidade de novas investigações sobre o caso, a fim de resgatar a memória e a dignidade dos trabalhadores metalúrgicos".
Fonte: Assessoria de imprensa do vereador Marcos Luz (PT)
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Mobilização quer elucidar o "Massacre de Ipatinga" |
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Escrito por Cassia Miranda
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Qua, 04 de Novembro de 2009 14:54 |
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O vereador Agnaldo Bicalho (centro), ao lado de historiadores, sindicalistas, jornalistas e políticos envolvidos no projeto IPATINGA - O plenário da Câmara Municipal foi palco, na noite de ontem (06), de uma audiência pública visando a resgatar a memória do chamado "Massacre de Ipatinga" - fatídico episódio em que metalúrgicos foram mortos pela polícia, no dia 07 de outubro de 1963. O evento integra uma semana de atividades promovida pela CUT Vale do Aço, com o apoio da Pastoral Operária, Movimentos Populares e do vereador Agnaldo Bicalho (PT). Durante entrevista coletiva à tarde, a historiadora Marilene Tuller e o jornalista Marcelo Freitas, autores de dois livros sobre o massacre, revelaram o processo de construção de suas obras. Professora do UnilesteMG, Marilene documentou o acontecimento no livro "Massacre de Ipatinga: mitos e verdades", publicado em 2007. "O livro foi resultado de uma dissertação de mestrado e tinha o intuito de questionar o porquê de, passados tantos anos, o assunto ainda ser um tabu para a população da cidade. Hoje me deixa muito feliz saber que após sua publicação, foi desmistificado esse tabu de que tocar nesse assunto poderia causar represálias, já que até agora posso garantir que não sofri nenhuma", disse Tuller. A historiadora ainda enumerou outros mitos envolvendo o episódio, que até hoje carece de documentação do período para elucidar o que realmente aconteceu em Ipatinga. "Essa carência de elementos para que possamos saber mais sobre o massacre também pode ser considerada um mito. Há muito o que ser pesquisado, por exemplo, nos arquivos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) onde foi criada uma CPI na época para apurar o caso. Também há vários jornais que noticiaram o massacre, sem contar os processos contra os policiais envolvidos no episódio", listou. Outros aspectos ainda nebulosos, na visão da historiadora, dizem respeito ao número de mortos - dados oficiais afirmam terem sido apenas oito -; além de uma suposta "infiltração comunista" entre os metalúrgicos - o que foi sustentado por vários anos pelas autoridades, em uma tentativa de justificar a ação repressora. "Não podemos nos esquecer que o Massacre de Ipatinga" está intimamente ligado ao processo que culminou no golpe militar, em março de 1964. Por isso, muitas coisas foram distorcidas, quando não simplesmente apagadas", avalia.
RESGATE Para o vereador Agnaldo Bicalho, a sociedade ipatinguense não pode mais conviver com a "cultura do esquecimento", especialmente no que diz respeito a um fato tão marcante na história da cidade. Ele diz que é nesse ensejo a proposta de uma audiência pública para relembrar o assunto, como também de um requerimento que pretende apresentar no dia 20 à Mesa Diretora, pedindo que a siderúrgica disponibilize seus arquivos da época para fins acadêmicos. A iniciativa parte também do vereador fabricianense Marcos da Luz (PT), que hoje deve protocolar documento de igual teor no Legislativo de seu município. "Na época do massacre, Ipatinga ainda era um distrito de Coronel Fabriciano. Em nosso requerimento, encaminhamos uma solicitação ao atual presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, como também ao Assessor de Relações Institucionais, Delson Tolentino, pedindo esclarecimentos sobre o ocorrido. Outra coisa que consideramos importante é que a Usiminas abra seus arquivos históricos sobre o tema para livre consulta por parte de pesquisadores, acadêmicos e jornalistas", defendeu. Caso se obtenha retorno positivo da direção da empresa, cópia do material também será encaminhada à CUT Vale do Aço, na pessoa de seu presidente Marcos Túlio da Silva. "Sempre temos desenvolvido atividades relembrando o Massacre de Ipatinga, com o objetivo de resgatar uma parte muito importante da luta dos trabalhadores na região. Fomos procurados, inclusive, por familiares de vítimas que identificaram seus parentes nas fotografias que expusemos", destacou Marcos Túlio. (Robson Almeida)
Jornalista encontra na Bahia famílias de possíveis vítimas IPATINGA - A audiência pública realizada ontem à noite também contou com a participação do jornalista Marcelo Freitas, que autografou exemplares de seu mais recente livro sobre o massacre: "Não foi por acaso". Na obra, ele discorre sobre aspectos ainda pouco esclarecidos do episódio, e acompanha sua repercussão na vida das pessoas que o testemunharam, durante as quatro décadas seguintes ao massacre. Natural de Nova Era, cidade a 80 quilômetros de Ipatinga, Marcelo despertou um grande interesse pelo tema a partir de 1988, quando trabalhava no jornal belohorizontino "Hoje em Dia", e foi escalado para fazer uma reportagem sobre o episódio histórico. Depois disso, ele aprofundou seu contato com as fontes que havia consultado em seu trabalho, e o fruto desta apuração lhe possibilitou escrever o livro. "Hoje posso discordar de que tenham sido apenas oito pessoas a morrer no Massacre de Ipatinga, pois através da consulta a bases de dados da segurança pública, como também da Receita Federal, reuni elementos que me levam a crer em um número bem superior", avaliou. Segundo ele, em pelo menos outros dois casos foi possível identificar pessoas que, se não se pode comprovar terem morrido no massacre, já se tem certeza que desapareceram logo depois o confronto entre a polícia e os metalúrgicos. Trata-se de três homens oriundos de Itapetinga, cidade localizada no sudoeste da Bahia, que na época vieram para Coronel Fabriciano à procura de oportunidade de emprego. Dos três, apenas um retornou a seu local de origem. Os outros dois que estiveram no alojamento dos metalúrgicos na manhã do dia 07 de outubro de 1963 nunca mais foram localizados em parte alguma. O jornalista conseguiu encontrar as famílias de Jesuíno e Fábio, os trabalhadores desaparecidos, em Belo Horizonte e Itapetinga. Outro relato que suscita dúvidas quanto ao número de mortos foi o de um ex-funcionário de uma funerária, que se recorda da encomenda de 32 caixões de madeira, no dia do confronto. Há ainda uma correspondência que teria sido encaminhada pela Usiminas ao Metasita, pedindo a homologação das demissões de 39 funcionários da empresa, por terem abandonado o serviço". Também é possível que o clima de tensão seja o que realmente tenha motivado o desaparecimento ou abandono do emprego por parte dos metalúrgicos. Como a carta foi queimada em um incêndio ocorrido no Metasita, resta apenas o depoimento do dirigente do sindicato naquela época. Os dados dos metalúrgicos "demitidos" poderiam ser de grande valia no resgate da história do massacre. (RA)
Fonte: Diário Popular 7.10.2009
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