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Na manhã de 7 de outubro de 1963, Ipatinga, Minas Gerais, foi palco de um dos, ainda hoje, mais obscuros episódios da história contemporânea do Brasil. Em frente a um dos portões de entrada da siderúrgica Usiminas, um conflito entre policiais militares e alguns milhares de operários da Companhia transformou-se em uma tragédia. Oficialmente, oito pessoas morreram, vítimas dos tiros disparados pelos policiais. Cinco meses depois, em março de 1964, o golpe militar colocou o assunto na clandestinidade, bem como as lideranças sindicais da região do Vale do Aço, onde se localiza Ipatinga.
Atraído pelo mistério em torno do tema, o jornalista Marcelo Freitas realizou uma extensa investigação sobre o assunto. Foi atrás das pessoas que testemunharam aquele trágico acontecimento, localizou parentes dos que morreram, pesquisou documentos oficiais da empresa e da polícia e vasculhou arquivos de jornais e cartórios de registros de óbitos.
O resultado dessa extensa pesquisa está minuciosamente descrito no livro “Não foi por acaso”, que conta em detalhes tudo o que aconteceu no dia 7 de outubro e nos anos de silêncio impostos pelo golpe militar aos que vivenciaram aquela tragédia. Porém, mais do que recontar a história, o livro lança uma nova luz sobre a mais inquietante dúvida que, ainda hoje, perdura em relação ao fato: quantas pessoas morreram naquele dia? Em sua pesquisa, Marcelo Freitas localizou parentes de três pessoas que simplesmente desapareceram no dia 7 de outubro de 1963. O que ocorreu com elas, ninguém sabe.
320 páginas R$ 37,00
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